A evolução dos ténis Sanjo ao longo de várias décadas estará exposta na universidade Central Saint Martins College of Arts em Londres a partir de sexta-feira no âmbito de um trabalho académico sobre marcas históricas.
A marca portuguesa foi escolhida por Pedro Almeida como caso de estudo para a tese de doutoramento concluída nesta universidade britânica, onde analisa a importância em termos de identidade cultural num contexto de globalização.
“Através de uma cronologia que revela exemplares únicos de sapatos Sanjo que remontam à primeira metade do Século XX, a par de imagens que relacionam a marca com a história de Portugal, o trabalho de investigação (tese) defende que os arquivos são hoje instrumentos fundamentais para a atividade dos designers e das empresas, pois podem contribuir para o renascer de uma consciência identitária”, refere a empresa num comunicado.
São ainda feitos, acrescenta, “paralelismos com outras marcas que se debatem com problemas semelhantes, e com a necessidade de restabelecer ligações com o seu passado histórico, com a herança industrial das produções locais, e com as suas raízes identitárias”.
Feitos essencialmente de borracha e lona, os sapatos Sanjo começaram a ser fabricados na primeira metade do século XX em São João da Madeira, terra nortenha a quem deve inspiração para o nome, tendo sido muito populares dos anos 1960 a 1980.
A exposição ficará até 30 de outubro no edifício na capital britânica da universidade, conhecida por ter formado estilistas como John Galliano, Stella McCartney ou Alexander McQueen e artistas como Gilbert & George, Lucien Freud e o realizador Mike Leigh.
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Cockerel-comb-inspired high heels by designer Kobi Levi.